terça-feira, 11 de julho de 2017

Evolução


Existem homens e homenzinhos. Assim como mulheres e mulherzinhas, mas hoje me foco sobre essa diferença entre homens.

Claro que isso tem tudo a ver com o machismo mais ou menos presente na formação desses seres.

O machismo que faz concluir, por exemplo, que um homem sensível  é um homem gay. Sendo que existem homens heterossexuais sensíveis e homens homossexuais sensíveis. E homens hétero não sensíveis e homens homo não sensíveis. 

Tão simples e óbvio. 

Agora estou falando sobre os heterossexuais. Conheço e admiro muitos que são sensíveis no sentido de se permitirem sentir, levar seu sentimento em consideração, refletir sobre ele e o expressar.

Esse autoconhecimento leva a chamada inteligência emocional (que envolve a racionalidade) e permite que sejam mais empáticos e respeitosos com o próximo e escolhas diferentes das suas.

Permite que reconheçam os sentimentos dos outros ao invés de projetar sua confusão ignorante nos outros.

Permite que se sintam mais seguros para assumirem o que querem.

Exemplo: são homens que não sentem necessidade de provar que são heterossexuais. 

Isso de provar, inclusive, está muito presente entre amigos.

Exemplo: Um homem apaixonado por uma mulher "não aprovada" pelos seus amigos. Se for inseguro, irá esconder o que sente, mentir para ambos os lados e atrairá problemas com essa mulher e com os amigos. Uma vida infeliz.

Se for seguro, se souber o que quer, saberá que os amigos respeitarem sua escolha será prova de amizade e lógico que, consequentemente, saberá que a referida mulher também precisa respeitar os amigos.

Outro exemplo de auto ignorância: Um homem que, devido ao compromisso que assumiu, por opção, com sua mulher, abandona os programas de solteiro, o que não significa abandonar os amigos e os bons amigos saberão disso.

Os "maus amigos" irão provocar e chamar este homem de "pau mandado", dirão coisas como "cadê o macho alfa" ou "está sendo levado na coleira".

O homem seguro do que quer poderá responder: Não, meu amigo! A escolha foi minha. Caso contrário, não teria assumido um compromisso que envolve renúncias dos dois lados.

O homem inseguro, vai quebrar o compromisso com a mulher e cederá. Será vencido pela provocação e provavelmente irá escondido para esse programa de solteiros.
Por que?

Porque se contasse para sua mulher, correria o risco de passar por uma discussão, ser "chutado" ou, o maior medo, daria a prerrogativa para ela fazer a mesma coisa. 

E, meus queridos, ela pode fazer a mesma coisa, aliás, melhor do que ele.

Se uma mulher quiser agir como o idiota inseguro, vai agir e se dar bem. Vai ser mais competente para esconder se quiser esconder e vai pegar quem quiser pegar se tiver vontade.

A diferença é que uma mulher segura, que sabe porque está em um relacionamento (caso contrário, não estaria), não precisa e não fará isso.

Uma mulher segura reconhece suas escolhas, se respeita, respeita seu homem e o compromisso que assumiram juntos. A mesmíssima atitude de um homem seguro.

Tentações sempre existirão para ambos os lados. Se a vontade de permanecer em compromisso for maior, passará. Ficará na fantasia. Em alguns sonhos a noite.

Se a vontade de ceder for maior do que o compromisso, o respeito deverá permanecer, então a honestidade com o parceiro entrará em cena. Podem, por exemplo, optar por um relacionamento aberto ou simplesmente por terminarem o compromisso. 

Mas homenzinhos e mulherzinhas morrem de medo de serem honestos e assumirem suas escolhas. Irão ceder a tentação ou a provocação por baixo dos panos e deixarão o parceiro as cegas, sem o direito de saber a verdade e optar se ficará ou não no relacionamento depois disso.

É provável que todos nós já tenhamos sido um pouco ou muito mulherzinhas e homenzinhos. 

Porém, podemos aprender com os erros. Evoluir e explorar nosso potencial de sermos melhores. Mais conscientes. Mais livres!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Dúvida Existencial

Ó Centro, meu gerador, por que me repele com essa força que mantém meu corpo afastado? Resta-me perambular pelos cantos estreitos e calçadas esquecidas, me equilibrando em paralelepípedos incongruentes como tudo o que sinto invadir minhas razões sempre tão pálidas e frágeis. Eu, fruto do que nunca alcançarei, sou do tempo em que a semente já foi plantada e brotou. A bela árvore cresceu e dela nasceu o esperado fruto que completa sem jamais estar completo, entende? Meu ciclo começa pela metade, o louco aprendeu e perdeu o êxtase de uma nova jornada. Eu caí verde e apodreço rápido enquanto meus restos se desintegram para servir de material orgânico para a próxima vida. Ela não lembrará de mim. Por mais vital, note que meu papel é obscuro como a deusa Hestia que acolhe quem precisa ser acolhido e que dela não abre mão. Sua presença é exigida assim como é ignorada. Sua originalidade inspira, mas a ela não é dedicada. Regida pela Lua, tendo a me esconder no esquecimento de um mergulho profundo. A água me transpassa, pois sou água. O vento não me leva, pois sou vento. A terra não me aceita, pois sou incorpórea e nós incorpóreas é que devemos aceitar e não buscar braços alheios que por mais que nos queiram só conseguem abraçar brumas que largam solidão e lembranças efêmeras. Quanto mais forte o desejo, mais distante eu estarei, então despeça -se o quanto antes enquanto volto para cuidar de quem me tem, a quem me entreguei, como se dá uma jóia a uma moça que a guardará como bem mais precioso e sairá somente com bijuterias que chamam menos atenção, ao som de melodias da caixinha de música mais querida e intocada. Ah, já sei! O final se junta ao começo e o Centro é moça e a moça é Centro. Aqui está uma (im)possível resposta a dúvida existencial que é tão forte agora como será fraca outro dia qualquer no qual me sentirei tão próxima a você que viraremos um só. A moça que abraça a árvore nascida da semente plantada no cerne do segundo dia de Julho.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Não seria maravilhoso?

                                                                           
                     
                                                                               ♡

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Destino,

permita que eu recupere as minhas verdadeiras "almas afins"? 
Aquelas que me tocaram fundo e que se sobrepuseram a minha.
Aquelas cujos corpos fizeram contato com o meu desde remotamente, daquele jeito natural e espontâneo. Daquele jeito infantil.
Hoje retornei para o meu meio após uma fria volta. 
Quero brincar e encostar. Dar as mãos. Correr pela fazenda rumo ao entardecer. 
Quero a troca de olhares entre duas crianças atraídas uma pela outra, sabe? Com inocência, com frio na barriga e felicidade extrema. 
Hoje voltei a enxergar forte e sentir as cores.
É tão bom gostar e fazer carinho... É tão bom ser curiosa novamente...
Meus braços estão abertos para o presente, porém a perda dos que ficaram no passado ainda é latejante como se fosse um desperdício.
Mas meus braços estão abertos como as suas asas e é uma sensação estonteante estar de volta, um êxtase sem igual que faz com que eu me perceba voando enlouquecida com a imensa quantidade de possibilidades que se dividem em correntes diversas. 
Por um momento acredito que tudo faz sentido. Neste breve ápice de prazer o impulso é aprender tudo o que há para ser aprendido em uma vida só na Terra. Todos aqueles "bruxinhos", não importa de qual categoria (certamente pertenço a alguma) de repente são os mais sãos do mundo e o resto deve ser salvo e amparado para que possam abrir os olhos e destrancar os sentidos.
Socorro, Destino. O instante está passando... Se distanciando.
Segure-me! Permita que eu fique?
Começou a chover e a água vai lavar os desenhos no chão.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ela passou anos se desfazendo de tudo o que não era dela. 
Só sobrou a última e pequenina boneca russa.
Ela mesma. Sozinha. 

Agora, essa boneca russa sabe que é minúscula e vulnerável demais para passar seus dias solitária, sem proteção.
Ela descobriu que ficou tão leve, mas tão leve, que basta uma simples brisa para soprá-la looonge...

Mas, hoje em dia, ela já adquiriu um pouco mais de peso, pois percebeu que, desde que tenha consciência, pode continuar incorporando as cores de fora para se completar, adaptando-as as suas próprias cores, criando novas misturas, novos sabores. 

A Boneca Russa passou a aceitar as pessoas, concordando ou não com elas e, por isso, passou também a amá-las! E esse amor está preenchendo o corpinho dela e se expandindo para fora, tornando-a maior, mais forte e aquecida.

Foi-se o tempo de se despir!
Bem-vindo seja o tempo de Incorporar!